Skip to main content

O Banco Central (BC) realizou diversas mudanças para o Pix, entre elas o limite do valor de transações entre 20h e 6h em até R$ 1 mil. 

As novas medidas foram estabelecidas para a segurança dos usuários após diversos casos de golpes e sequestros relâmpagos, já que o pix era ilimitado (de valor) e pode ser feito 24h por dia de segunda a domingo. As mudanças foram divulgadas pelo BC dia 27 de agosto.

“Essa intervenção protege o patrimônio das pessoas, não diminui a usabilidade e desincentiva alguns crimes, como o sequestro relâmpago, se o fruto do crime pode ser apenas R$ 1.000”, afirmou João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução.

Saiba todas as novas regras:

  • Entre 20h e 6h não são permitidas transações acima de R$ 1 mil
  • Para pedidos de aumento de transação haverá um prazo mínimo de 24h e máximo de 48h para os bancos aprovarem
  • Clientes não poderão fazer TED para diferentes titularidades entre 20h e 6h (apenas agendamentos)

“O cliente poderá escolher não ter limite de dia, e optar pelo limite apenas à noite. Em caso de pedido de redução do limite por canais digitais, a mudança será imediata. Mas em caso de aumento do limite, haverá um prazo mínimo de 24 horas para proteger o cliente”, disse João de Mello.

Em entrevista coletiva, o diretor afirmou que “durante a noite, 90% das transações tem montante igual ou menor a R$ 500”. Isso não vai atrapalhar os clientes e vai protegê-los. 

Todas as medidas vão entrar em vigor em breve, segundo o BC. O tempo é apenas para as instituições se adaptarem.

Números de crimes com Pix estão altos

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, entre janeiro e julho de 2021 foram registrados 206 boletins de ocorrência de sequêstro relâmpago no estado. Os dados são 39,1% maiores do que o mesmo período em 2020, mas a pasta não afirma que eles envolvem o Pix.

“O sequestro-relâmpago estava meio que adormecido. Mas desde que o Pix entrou no mercado, em novembro de 2020, a gente notou aumento significativo dos casos”, conta o delegado Tarsio Severo, do Departamento de Operações Especiais de Polícia (Dope).

Segundo o BC, a cada 100 mil transações usando o Pix, uma tem suspeita de fraude.

Além dos sequestros relâmpagos, há também os golpes por SMS. Os criminosos oferecem descontos falsos para que a vítima efetue uma transferência imediatamente.

O Pix foi lançado em novembro de 2020 e por enquanto já movimentou mais de R$ 1,6 trilhão. O volume total de operações, até junho deste ano, é quase três vezes maior que as operações com TED e DOC (somadas) no mesmo período.

Thais Helena Bento

Thais Helena Bento

Jornalista formada pela PUC-Campinas. Tem 24 anos, trabalha na rádio CBN Campinas e apresenta/participa do CBN Esportes. É comunicativa, gosta de estar com a família e os amigos e valoriza muito as relações.