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A Uber excluiu aproximadamente 1.600 motoristas do app pelo “cancelamento excessivo” de viagens. Isso foi feito na última semana de setembro. O banimento aconteceu após meses de reclamações dos usuários.

Segundo a empresa, “dos cerca de 1 milhão de motoristas e entregadores parceiros cadastrados na Uber, 0,16% do total apresentaram — de maneira recorrente — comportamentos que prejudicam intencionalmente o funcionamento da plataforma”.

Já para a Associação de Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp), o número de profissionais punidos “é exorbitante”. Além disso, o grupo argumenta que o combustível ficou 51% mais caro apenas em 2021, que as tarifas estão congeladas desde 2015 e por isso o condutor escolhe qual corrida vai fazer.

A Uber afirmou que os motoristas são independentes e que podem cancelar viagens quando for necessário, mas não de forma abusiva. “A prática de cancelar diversas viagens em sequência logo após terem sido aceitas prejudicam negativamente todos que usam a plataforma [..] De um lado, impedem que outros motoristas parceiros gerem renda atendendo as mesmas solicitações de viagens canceladas, e, por outro, deixam os usuários esperando mais tempo ou até desistindo da solicitação”, explicou o app.

A empresa disse também que tem se esforçado para ajudar motoristas e que vem reajustando os ganhos. Por outro lado, Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp, comentou que o “reajuste era bem inferior ao que a classe necessita e que não é suficiente para suprir ou amenizar a situação financeira enfrentada”.

Thais Helena Bento

Thais Helena Bento

Jornalista formada pela PUC-Campinas. Tem 24 anos, trabalha na rádio CBN Campinas e apresenta/participa do CBN Esportes. É comunicativa, gosta de estar com a família e os amigos e valoriza muito as relações.