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O processo de desenvolvimento de um software é complexo e existem várias etapas. No momento de Análise de Requisitos é preciso explicar ao cliente todas as funcionalidades do software e em algumas vezes essa pessoa concorda com tudo e acredita que ficará 100% com o que ela imagina.

No entanto, após o trabalho ser finalizado, o cliente se frustra com o resultado e não atende as expectativas. Essa é uma dificuldade comum de acontecer na rotina do programador/empresa, mas pode ser evitada.

Como impedir que isso aconteça? Existe uma técnica que pode te ajudar a mostrar e explicar todas as funções do software de forma mais clara, assim, o cliente pode sanar melhor as dúvidas e todos se sentirem satisfeitos no momento de entrega. Essa técnica se chama Prototipagem de Software.

O nome pode ser diferente, mas há diferentes tipos de técnicas e você pode optar por aquela que se enquadra melhor no seu trabalho e também no seu bolso, pois o objetivo de demonstrar o seu trabalho de forma mais clara também será atingido.

O que é a Prototipagem de Software?

Esta técnica permite que você demonstre as funções do sistema através de um desenho, seja a mão com uma caneta ou com uma interface mais fiel à realidade. Desta forma o cliente pode compreender melhor e também ajudar com comentários e ideias sobre o que está sendo construído. Você pode usar essa proposta também logo no início do projeto, para explicar em detalhes as ideias.

Tipos de protótipos

São três tipos e as diferenças estão ligadas a quanto o desenho é mais real e próximo do software.

1) Baixa-Fidelidade (wireframes)

Esse é o tipo mais simples e geralmente feito apenas com papel e caneta. São alguns rabiscos, mas que vão ajudar na visualização das funcionalidades e também da conversa e acordo do projetista com o cliente.

Algumas das vantagens é que eles são mais baratos, fáceis e rápidos de fazer. Tem também algumas ferramentas que podem ser usadas, para quem não quer o velho papel:

É importante ressaltar que o protótipo de papel pode parecer muito simples e inferior, mas na verdade ele colabora para o entendimento entre cliente e programador. Através dele o projeto será simplificado e “traduzido” para uma pessoa leiga naquele assunto.

Um exemplo interessante é a Google, que fez um vídeo para explicar o Google Docs utilizando um protótipo de papel. Assista o vídeo aqui.

2) Média-Fidelidade (mockups)

Esse é um tipo médio de protótipo, pois não é tão simples quanto o citado acima, mas não não é muito fiel a realidade do software. Nesse caso algumas ferramentas computacionais são utilizadas e é possível simular a interface.

Alguns exemplos de plataformas são:

Abaixo um exemplo de mockups criados pela equipe de protipagem de software da SOFTEO da plataforma de pagamentos da SOFTEO utilizando o Figma:

Mockup prototipagem de software
Protótipo da plataforma TEOPAY Pagamentos

3) Alta-Fidelidade

Esse é o mais avançado. São utilizados no protótipo o mesmo software e hardware do sistema que será feito, então a semelhança é bem grande e é a melhor forma de compreender as funções. O desenho já é feito na linguagem de programação e em alguns trechos já são usados o próprio sistema.

O lado positivo é que a interação é alta e o protótipo está o mais próximo possível de como será o sistema implementado, porém, o lado negativo é que o custo é superior aos outros e é necessário ter conhecimento técnico para realizar esse processo.

Alguns exemplos de ferramentas para o protótipo de alta-fidelidade:

Apesar de terem alguns pontos parecidos, os dois produtos são bastante diferentes. O protótipo é a primeira etapa, o software será colocado “em forma” para as pessoas envolvidas compreenderem melhor o funcionamento e discutirem as ideias.

Já o MVP, Produto Mínimo Viável, é uma etapa mais a frente. Ele é um produto com uma parte mínima do sistema já pronta para funcionar e ser testada.

Diferença entre protótipo e MVP

Protótipos geralmente não estão prontos para monetização no mercado, são geralmente imagens ou fluxos visuais criados para melhor entendimento do empreendedor, investidor e da própria equipe de desenvolvimento do software.

Prototipar software antes de codificar o sistema é uma das formas mais assertivas de assegurar de que o que está sendo solicitado pelo cliente é atendido pelo algoritmo.

A prototipagem também envolve pessoas de diferentes skills. Nesta etapa ainda não envolvemos os programadores, mas sim o designer de interfaces, usabilidade e o próprio cliente, além é claro, do envolvimento do gerente de projetos responsável por todas as etapas do desenvolvimento.

Já o MVP conta com um conjunto mínimo de funcionalidades, ou seja, algorítimos prontos para uso que pode inclusive já ser colocado a prova de mercado. É o passo seguinte do protótipo, que será dividido em partes menores e selecionado o que é mínimo para o software entrar em funcionamento.

Por que prototipar?

É fundamental que o software seja dividido em partes menores para que a entrega seja rápida e menos onerosa para o cliente que espera ansiosamente para utilizar o protótipo projetado.

Protótipos também são comumente solicitados caso você esteja participando de rodadas de captação de investimentos.

Por isso, é imprescindível contar com uma equipe experiente em sistemas, capazes de arquitetar todas as funcionalidades de forma que o algorítimo seja capaz de ser atualizado com agilidade.

É muito comum em softwares mal planejados a demora em receber upgrades e melhorias devido à falta de documentação de software e a falhas na arquitetura de dados que geram muitas e muitas horas de retrabalho.