Glossário
Glossário de IA agêntica
Os termos que aparecem em qualquer conversa sobre agentes de IA em empresas — explicados sem jargão, por quem constrói e opera agentes em produção.
- AGaaS (Agentic as a Service)
Modelo de contratação em que uma empresa recebe agentes de IA sob medida já integrados aos seus sistemas e operados pelo fornecedor, que cuida de infraestrutura, monitoramento, segurança e evolução contínua. Paga-se pelo serviço em operação, não por licenças de ferramenta.
Entenda o AGaaS- Agente de IA
Sistema baseado em modelos de linguagem que recebe um objetivo, decide os próximos passos e usa ferramentas — consultar um CRM, emitir um boleto, agendar uma visita — para concluir tarefas de ponta a ponta, transferindo para humanos quando necessário.
Agentes de IA para empresas- Alucinação
Quando um modelo de linguagem gera uma informação plausível, mas falsa. É mitigada com RAG, ferramentas que buscam dados reais, guardrails e avaliação contínua.
- Autoscaling
Mecanismo que aumenta ou reduz automaticamente a capacidade de infraestrutura conforme a demanda. Funciona bem para crescimentos graduais; picos de segundos exigem capacidade provisionada antes.
- Avaliação de agentes (evals)
Conjunto de testes automatizados com perguntas e tarefas de referência, usado para medir a qualidade de um agente a cada nova versão e impedir regressões antes que cheguem aos clientes.
- Base de conhecimento
Conjunto organizado de documentos, políticas, catálogos e procedimentos que um agente consulta para responder com precisão. Sua qualidade e atualização determinam boa parte da qualidade do agente.
- Cache semântico
Cache que reaproveita respostas para perguntas com o mesmo significado, mesmo escritas de forma diferente. Reduz custo e latência de aplicações com IA.
- Chatbot tradicional
Software de conversa baseado em menus e árvores de decisão pré-programadas. Funciona bem em fluxos fixos, mas não entende variações de linguagem nem executa tarefas fora do roteiro — a principal diferença em relação a um agente de IA.
- Fine-tuning
Ajuste de um modelo pré-treinado com exemplos específicos para melhorar seu desempenho em uma tarefa ou estilo. Em agentes empresariais, costuma ser usado depois de esgotadas as melhorias com instruções, RAG e ferramentas.
- FinOps
Prática de gestão financeira da nuvem que torna o custo de infraestrutura visível, previsível e proporcional ao uso, unindo engenharia, finanças e negócio.
- Guardrails
Regras e verificações que limitam o que um agente pode dizer e fazer: assuntos proibidos, ações que exigem aprovação, validação de dados de saída e bloqueio de informações sensíveis.
- Handoff (transferência para humano)
Momento em que o agente transfere a conversa ou tarefa para uma pessoa, junto com o contexto e o resumo do que já foi feito. As regras de handoff são definidas por intenção, valor, risco ou pedido do cliente.
- Human-in-the-loop
Desenho em que pessoas participam de pontos definidos do processo do agente: aprovam ações sensíveis, revisam saídas ou assumem a conversa. Garante controle sobre decisões de maior risco.
- IA agêntica
Abordagem de inteligência artificial focada em agir, e não apenas responder: o sistema planeja, executa ações em outros sistemas, avalia o resultado e ajusta o plano até atingir o objetivo definido.
- Janela de contexto
Quantidade máxima de texto que um modelo consegue considerar de uma vez, incluindo instruções, histórico da conversa e documentos. Gerenciá-la bem afeta qualidade, velocidade e custo.
- LLM (Large Language Model)
Modelo de linguagem de grande escala treinado em grandes volumes de texto, capaz de compreender e gerar linguagem natural. É o “cérebro” de um agente de IA. Exemplos: GPT, Claude, Gemini e Llama.
- LLMOps
Práticas de engenharia para operar aplicações com modelos de linguagem em produção: versionamento de prompts, avaliação contínua, observabilidade, controle de custo, roteamento entre modelos e gestão de provedores.
IA em escala- MCP (Model Context Protocol)
Protocolo aberto que padroniza como agentes de IA se conectam a ferramentas e fontes de dados. Facilita reaproveitar integrações entre diferentes modelos e aplicações.
- Observabilidade
Capacidade de entender o que acontece dentro de um sistema a partir de métricas, logs e traces. Em agentes de IA, inclui registrar cada passo, ferramenta usada e custo de cada conversa.
- Orquestração multiagente
Arquitetura em que vários agentes especializados colaboram — por exemplo, um que qualifica, outro que calcula preço e outro que agenda — coordenados por regras ou por um agente orquestrador.
- RAG (Retrieval-Augmented Generation)
Técnica que faz o modelo responder com base em documentos da própria empresa: antes de gerar a resposta, o sistema busca os trechos relevantes em uma base de conhecimento e os entrega ao modelo como contexto. Reduz respostas inventadas e permite citar a fonte.
- SLO (Service Level Objective)
Meta mensurável de confiabilidade de um serviço, como “99,95% de disponibilidade no checkout” ou “p95 abaixo de 800 ms”. Orienta prioridades de engenharia e alertas.
Alta performance- Teste de carga
Ensaio que simula muitos usuários simultâneos executando jornadas reais para descobrir o limite de um sistema e corrigir gargalos antes de um pico, como a Black Friday.
Preparação para Black Friday- Uso de ferramentas (function calling)
Capacidade de um modelo de linguagem de chamar funções externas — APIs, bancos de dados, sistemas internos — com parâmetros estruturados. É o que permite a um agente consultar um pedido ou registrar um acordo em vez de apenas conversar.
- WhatsApp Business API
Interface oficial da Meta para empresas integrarem o WhatsApp a sistemas e agentes. Permite atendimento em escala, templates aprovados, botões e listas, sem o risco de bloqueio de soluções não oficiais.